
Boga-do-Douro
Pseudochondrostoma duriense · Cyprinidae
- Água doce
- Carpas e brancos
- Médio
- Tamanho
40 cm
Onde pescar
- Rio
Ícones dos ambientes: Flaticon
Encontrado nos trechos médios dos rios, em áreas com correnteza. Alimenta-se de matéria vegetal, complementada por pequenos invertebrados e detritos.
Calendário
Reconhecê-lo
Um dos caracteres de determinação tem um endereço. A metade superior do corpo tem numerosos pontinhos pretos — mas a diagnose atribui essa pintalgação apenas aos indivíduos de Portugal e da Galícia. Um mesmo sinal não vale, portanto, em toda a área, o que é raro numa chave de identificação, e convém lembrar disso antes de nomear uma captura pescada em outro lugar.
O resto é mais comum. A borda da mandíbula inferior é levemente arqueada. A linha lateral traz sessenta a setenta escamas, mais três ou quatro até a base da caudal: é uma escamação fina para um peixe desse porte. A anal costuma ter oito raios ramificados e meio, o arco branquial dezoito a vinte e quatro rastros branquiais.
O pedúnculo caudal fornece, por fim, uma proporção prática. Sua altura cabe 1,9 a 2,1 vezes no seu comprimento: duas vezes mais comprido que alto, o que se percebe a olho nu, sem precisar medir.
A reprodução
A desova vai de abril a junho. O traço mais útil vem antes dela: as faixas se formam sobretudo durante a migração que precede a postura, e é nesse momento que toda a população se desloca junto.
Uma subida coletiva anual não precisa ser longa para ser frágil. Basta que o trajeto continue transponível, todo ano, nos dois sentidos.
A água de que precisa
Os trechos médios dos rios, nas partes onde a correnteza se mantém. O peixe vive em grupos, o que torna o encontro nítido: ou o trecho tem, ou não tem.
Áreas
- Vaus de cascalho
- Margens sombreadas
- Correntezas moderadas
- Confluências de córregos
Técnicas
- Pesca à bolonhesa
- Feeder leve
- Pesca à inglesa
- Pesca de fundo
Iscas naturais e artificiais
- Larvas de mosca
- Minhocas de lodo
- Miolo de pão
- Grãos de milho
Do que se alimenta
Os adultos vivem de matéria vegetal, complementada por pequenos invertebrados e detritos.
Um ciprinídeo não tem dentes nas mandíbulas: tudo se decide atrás da boca, nos ossos faríngeos. Os desta espécie trazem cinco de cada lado, numa fileira única. É um aparelho que esmaga e tritura, não que corta, e corresponde ponto por ponto a um cardápio feito de matéria mole e fibrosa.
Como pescá-lo
Um comedor de vegetais não vem numa imitação de presa, e seu interesse por algo que se mexe é limitado por natureza. As iscas eficazes são finas e de natureza vegetal ou detrítica.
O cenário se resume a duas palavras: trecho médio, correnteza. E como os peixes circulam em grupo, um poço que dá um dá vários — um trecho mudo, ao contrário, se abandona sem insistir.
Conservação · Quase ameaçada (UICN) — Esta espécie está em declínio. Solte suas capturas rapidamente e manuseie com cuidado: mãos molhadas e o mínimo de tempo possível fora da água.
Regulamentação
Consultar a regulamentação local vigente (tamanho mínimo legal, períodos de defeso, cotas de captura).
Apenas para orientação. Tamanhos legais, cotas e épocas de pesca variam conforme o local e a temporada: verifique sempre a regulamentação local vigente antes de pescar.
Outros nomes
Boga du Douro em francês, boga del Duero em espanhol, boga-do-Douro no nosso idioma, e duriense faz o mesmo em latim: quatro das cinco denominações nomeiam o rio. O inglês segue outro caminho e retém a boca, com northern straight-mouth nase.
Um peixe batizado quatro vezes pela bacia e uma vez pela anatomia: essa distribuição dos nomes mostra bem o quanto a espécie está identificada a uma única rede hidrográfica.
Fontes: api.gbif.org