
Lúcio-do-sul
Esox cisalpinus · Esocidae
- Água doce
- Predadores
- Difícil
- Tamanho
60–110 cm
- Peso
1,5–15 kg
- Longevidade
13 anos
Onde pescar
- Lago
- Rio
Ícones dos ambientes: Flaticon
Uma população de lúcios geneticamente distinta da bacia do Danúbio
Calendário
Registrada em 2 países
Croácia · Itália
Registros do GBIF — espécies nativas e introduzidas sem distinção.
A sua área de distribuição
O centro e o norte da Itália formam o núcleo reconhecido da espécie. Sua presença é ainda julgada possível nas margens nordeste do Adriático e no Sul mediterrâneo da França, sem que essas populações tenham sido formalmente vinculadas.
Essa área coincide exatamente com uma lacuna. As regiões onde se encontra este peixe — Itália central, França mediterrânea, vertente oriental do Adriático — são justamente aquelas de onde o grande lúcio do Norte estava historicamente ausente. O lúcio da planície do Pó, portanto, nunca foi o do Danúbio ou o do Reno: era outra coisa, que ninguém havia separado.
A data da descrição comanda a leitura de toda a documentação. A espécie só foi nomeada em 2011; antes disso, suas populações eram contabilizadas, mapeadas e geridas sob o nome da vizinha do Norte. Nenhum dado anterior a distingue, o que torna impossível qualquer comparação direta com o estado de trinta anos atrás.
Áreas
- Bancos de vegetação
- braços mortos
Técnicas
- Iscas artificiais
- Iscas vivas
Iscas
- Swimbaits
- Jerkbaits
Como pescá-lo
As referências de tamanho diferem das que se aplicam na Europa central. A idade mais alta registrada é de treze anos, e a maturidade começa já aos trinta centímetros. Um exemplar muito grande é aqui o topo da faixa, não uma etapa rumo a algo maior.
A consequência prática é uma mudança de porte do material e das iscas, calibrados para um peixe que estaciona mais embaixo. A segunda consequência é documental. Na bacia do Pó e nos lagos subalpinos, o pescador que segura um lúcio segura muito provavelmente esta espécie, e o registro que ele faz — lugar, data, medidas — alimenta praticamente a única fonte de informação contínua sobre ela.
Conservação · Vulnerável (UICN) — Esta espécie está ameaçada de extinção. Solte-a sempre (no-kill), manuseie com o máximo cuidado e confira as regras locais — a pesca dela pode ser proibida.
Conservação
Décadas de solturas fizeram entrar nessas águas um congênere que ali não estava, e o estrago vem da reprodução mais do que da concorrência. O lúcio do Norte, introduzido e depois reintroduzido para a pesca esportiva, se cruza com o peixe local; cada geração mestiça aproxima um pouco mais a população do seu desaparecimento enquanto entidade distinta, sem que nenhum peixe morto sinalize isso.
A degradação dos ambientes age em paralelo: braços mortos aterrados, margens retificadas, áreas alagáveis perdidas, outras tantas superfícies de desova subtraídas. A avaliação de setembro de 2023 combina essas duas causas e constata que elas continuam agindo. É o dossiê mais pesado de todos os esocídeos europeus.
O que pesa aqui não se resolve, portanto, na beira da água, e sim na escolha do que se coloca dentro dela e no reconhecimento administrativo de uma espécie que a maioria dos textos de gestão italianos ainda ignorava quinze anos atrás.
Regulamentação
Consultar a regulamentação local vigente (tamanho legal, períodos de defeso, cotas de captura).
Apenas para orientação. Tamanhos legais, cotas e épocas de pesca variam conforme o local e a temporada: verifique sempre a regulamentação local vigente antes de pescar.
Outros nomes
O epíteto cisalpinus significa “aquém dos Alpes”, retomado do nome que Roma dava à planície do Pó vista do sul. Ele situa o peixe em relação ao observador romano, não em relação à cordilheira: é um lúcio da vertente italiana. Os italianos dizem luccio cisalpino, e o francês formou brochet cisalpin no mesmo molde.
Fontes: fishbase.se · api.gbif.org