
Peixe-ventosa-branco
Catostomus commersonii · Catostomidae
- Água doce
- Peixes de fundo
- Fácil
- Tamanho
41–65 cm
- Peso
0,8–2,9 kg
- Longevidade
12 anos
- Temp. água
0–29 °C
Onde pescar
- Lago
- Rio
Ícones dos ambientes: Flaticon
Peixe de fundo de corpo alongado e boca ventral carnuda, muito difundido nas águas doces da América do Norte.
Calendário
Registrada em 2 países
Registros do GBIF — espécies nativas e introduzidas sem distinção.
A sua área de distribuição
A espécie ocupa a América do Norte, na maior parte do Canadá até a costa atlântica, e para o sul, atravessando a Carolina do Norte até o Novo México, tornando-se menos comum no sul das Grandes Planícies.
A reprodução
Os adultos voltam a riachos de desova determinados, de fundo de cascalho. Essa fidelidade ao local, num peixe de fundo, merece nota.
A sequência é descrita com uma precisão incomum. De dois a quatro machos se apertam em volta de uma fêmea e pressionam contra ela com as nadadeiras. Os ovos são espalhados e aderem ao cascalho, ou são levados rio abaixo e se fixam ao substrato onde a água acalma.
O ato de desova dura de três a quatro segundos e pode se repetir de seis a quarenta vezes por hora. É um dos ritmos mais intensos que se pode documentar.
Os adultos exaustos voltam ao lago de dez a quatorze dias depois do início da desova.
A água de que precisa
Os adultos ocupam uma ampla gama de ambientes, dos poços e corredeiras rochosas das cabeceiras até os grandes lagos. São encontrados normalmente em riachos pequenos, claros e frescos e em rios de porte pequeno a médio.
Eles podem se manter a mais de quarenta e cinco metros de profundidade.
O ritmo diário é nítido: eles sobem para águas mais rasas perto do nascer e do pôr do sol para se alimentar.
Áreas
- Fundos de rio com correnteza moderada
- Confluências e poços
- Margens rasas de lago
- Corredeiras de cascalho na desova
Técnicas
- Pesca de fundo (ledger)
- Chicote de fundo
- Pesca com boia
- Pesca fina com minhoca
Iscas
- Minhoca
- Larva de mosca
- Massa de pesca
- Milho-doce
Do que se alimenta
Os alevinos, com um centímetro e dois, comem plâncton e pequenos invertebrados. A alimentação no fundo começa a partir de certo tamanho e passa depois a ser o modo dominante.
A boca ínfera carnuda, em ventosa, é a ferramenta dessa alimentação: o peixe aspira o sedimento e separa. É o que o nome inglês descreve.
Como pescá-lo
As duas janelas — amanhecer e anoitecer, em água rasa — são a informação mais útil, e correspondem aos únicos momentos em que o peixe deixa a profundidade.
Sua boca em ventosa impõe iscas pousadas no fundo e de tamanho pequeno: minhoca, larva, isca vegetal. Nada que imite um peixe.
É um peixe que a pesca esportiva norte-americana leva pouco em conta, embora viva doze anos e apareça com facilidade em quarenta centímetros.
Conservação
A fidelidade aos riachos de desova é o ponto sensível, e é o mesmo dos salmonídeos: um obstáculo no acesso a um riacho suprime a reprodução da população que o usava, sem que os adultos do lago mostrem nada disso.
Sua ampla tolerância de ambiente e sua abundância o protegem, por outro lado, e ele é um dos peixes mais difundidos da América do Norte.
Regulamentação
Espécie geralmente não protegida, muitas vezes capturada como peixe-isca; conforme a regulamentação local.
Apenas para orientação. Tamanhos legais, cotas e épocas de pesca variam conforme o local e a temporada: verifique sempre a regulamentação local vigente antes de pescar.
Outros nomes
Peixe-ventosa-branco em português do Brasil, meunier noir em francês, ou cyprin-sucet no Quebec. White sucker em inglês — a palavra sucker descreve a boca em ventosa, que é de fato o caráter da família. O epíteto homenageia Philibert Commerson, naturalista francês do século dezoito.
Fontes: fishbase.se · api.gbif.org