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Peixes de fundo

Congros, badejos, abróteas, bacalhaus: vivem colados ao substrato, em pedras, naufrágios e grandes profundidades. Pescam-se na vertical, e o fundo decide tudo.

15 espécies documentadas

Essas espécies não percorrem a água livre: mantêm-se num raio curto ao redor de um abrigo e saem para caçar a pouca distância. Pescar significa, então, colocar uma isca dentro desse raio, muitas vezes na vertical sob o barco, com um chumbo pesado o bastante para segurar contra a corrente.

O relevo faz todo o trabalho de seleção. Um naufrágio, um paredão, um platô rochoso ou um amontoado de blocos abrigam cada um sua população, e dois pontos distantes cinquenta metros não dão o mesmo peixe. A sonda serve aqui menos para ver peixes do que para entender a estrutura em que vivem.

É uma pescaria exigente com o equipamento. Os atritos na pedra, os enroscos e a subida de peixes potentes desde o fundo pedem linhas fortes e conferidas, e uma montagem que aceite romper no ponto escolhido em vez de em qualquer lugar.

Lista de espécies

NomeNome científicoTamanho máx.Melhores meses
Bacalhau-do-atlânticoGadus morhua200 cmout.–abr.
Bacalhau-do-pacíficoGadus macrocephalus119 cmset.–fev.
Badejo-europeuMerlangius merlangus91.5 cmout.–abr.
Corvina-de-água-doceAplodinotus grunniens95 cmmar.–set.
EscamudoPollachius virens130 cmset.–mai.
FanecaTrisopterus luscus46 cmmar.–nov.
FanecãoTrisopterus minutus40 cmmar.–nov.
HadoqueMelanogrammus aeglefinus112 cmset.–abr.
JulianaPollachius pollachius130 cmset.–abr.
LotaLota lota152 cmset.–mai.
MarucaMolva molva200 cmO ano todo
Peixe-lobo-do-atlânticoAnarhichas lupus150 cmout.–mai.
Peixe-pedra-negroSebastes melanops63 cmmai.–out.
Peixe-ventosa-brancoCatostomus commersonii65 cmabr.–mai.
Pescada-europeiaMerluccius merluccius140 cmmar.–nov.