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Pacu-do-Paraná
Foto: Piscary

Pacu-do-Paraná

Piaractus mesopotamicus · Serrasalmidae

  • Água doce
  • Carpas e brancos
  • Médio
  • Tamanho

    45–80 cm

  • Peso

    2,2–20 kg

Onde pescar

  • Estuário
  • Rio

Ícones dos ambientes: Flaticon

Grande caracídeo sul-americano de corpo alto e comprimido, dotado de poderosos dentes trituradores adaptados a uma dieta majoritariamente frugívora.

Calendário

Registrada em 1 país

Brasil

Registros do GBIF, espécies nativas e introduzidas sem distinção.

A sua área de distribuição

As coordenadas registradas desenham um quadrante subtropical do continente, de quinze a trinta e oito graus sul, entre sessenta e seis e quarenta e dois graus oeste. O conjunto está deslocado para o sul, fora do cinturão equatorial.

Essa posição muda o ritmo do ano. Sob o equador, a temperatura da água varia pouco, e é a cheia que faz a estação; nas latitudes que este peixe ocupa, a temperatura também varia, e o inverno existe. Uma espécie que depende do que cai das árvores fica, portanto, submetida a dois calendários sobrepostos, o da água e o da vegetação.

É potamódromo: todo o seu ciclo se desenrola dentro da rede fluvial, sem nunca se aproximar do mar.

Reconhecê-lo

O ventre traz a marca: o peito é amarelo, francamente, num peixe de resto sóbrio. O dorso e os flancos vão do cinza escuro ao prateado, a parte de baixo é branca, e essa mancha amarela contrasta com o conjunto.

O corpo é curto e alto, comprimido lateralmente — um disco, mais do que um fuso. É uma arquitetura de impulso e de curva fechada, não de corrida: convém a um peixe que manobra entre troncos e galhos submersos, mais do que a um perseguidor de plena água.

Áreas

  • Bacia do Paraná
  • Rio Paraguai
  • Pantanal
  • Lagoas e braços mortos
  • Áreas florestais alagadas

Técnicas

  • Pesca de fundo (parado)
  • Pesca de boia
  • Pesca com feeder
  • Pesca de espera junto a margens arborizadas

Iscas naturais e artificiais

  • Frutas e sementes
  • Milho
  • Boilies
  • Pedaços de fruta tropical
  • Massa vegetal

Do que se alimenta

Os adultos entram na floresta alagada para comer nozes e sementes caídas das árvores.

Essa frase impõe três condições ao mesmo tempo, e é preciso cumprir as três. É preciso árvores à beira d'água, em condições de frutificar. É preciso que a água suba alto o bastante para passar sob elas. E é preciso que as duas coisas aconteçam ao mesmo tempo, a cheia e a queda dos frutos.

Uma margem desmatada não produz nada para este peixe, mesmo submersa sob dois metros de água. Uma cheia baixa demais deixa a mesma floresta fora de alcance. O animal não depende de um ambiente aquático, depende de um encontro entre um ambiente aquático e um ambiente terrestre, e esse encontro dura apenas parte do ano.

Uma casca, enfim, não se come sem ser aberta. O regime implica, portanto, uma mecânica de trituração, e é preciso ter isso em mente na hora de retirar um anzol.

Como pescá-lo

Este peixe come o que cai. Uma isca que chega de cima e pousa entra nesse registro; uma isca arrastada ou animada não entra, seja qual for sua qualidade.

O poste se escolhe, portanto, na vertical, sob uma copa que produz, no período em que a água alcança as árvores. Fora dessa janela, a mesma margem fica vazia de sentido.

A forma do corpo se manifesta na luta. Um peixe alto e chato opõe o flanco à tração, se atravessa e usa sua superfície como uma vela; a força sentida não tem nada a ver com o comprimento do animal.

Conservação · Quase ameaçada (UICN) — Esta espécie está em declínio. Solte suas capturas rapidamente e manuseie com cuidado: mãos molhadas e o mínimo de tempo possível fora da água.

Conservação

A espécie está em declínio, e a documentação disponível complica a resposta mais do que a esclarece.

A seção dedicada à sua reprodução não traz descrição alguma: carrega uma nota interna de redação, indicando que a reprodução ali é presumida conforme o esquema habitual dos caracídeos, e que deveria ser substituída assim que possível. Em outras palavras, nada de próprio à espécie foi publicado ali. Para um peixe explorado comercialmente, criado em piscicultura e em declínio, a ausência de descrição de sua desova é um obstáculo concreto: não se protege uma desova que não foi localizada, nem uma estação que não foi datada.

A outra dificuldade é que a conservação deste peixe não é inteiramente uma questão de peixes. Seu alimento cresce em árvores que margeiam a água, e chega até ele graças a uma cheia. O que afeta a mata ciliar e o que regula a vazão o atinge com a mesma certeza que uma rede, e sem que nenhuma medida pesqueira possa compensar.

Regulamentação

Conforme a regulamentação local; cotas e defeso durante a desova (piracema) em vigor em vários estados sul-americanos.

Apenas para orientação. Tamanhos legais, cotas e épocas de pesca variam conforme o local e a temporada: verifique sempre a regulamentação local vigente antes de pescar.

Outros nomes

Pacu-do-Paraná no catálogo. A palavra pacu, sozinha, não designa uma espécie, mas uma família inteira de peixes sul-americanos de corpo alto: é sempre preciso acrescentar um qualificativo geográfico ou uma cor para saber de quem se fala, e é isso que faz aqui a menção ao rio.

O epíteto mesopotamicus significa « entre os rios ». Remete à Mesopotâmia argentina, a região compreendida entre o Paraná e o Uruguai — um nome emprestado do Oriente Médio e transposto, que descreve exatamente a situação geográfica do animal.

Fontes: api.gbif.org

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