
Peixe-sol do lodo
Acantharchus pomotis · Centrarchidae
- Água doce
- Predadores
- Médio
- Tamanho
14–21 cm
- Peso
0,0 kg
- Temp. água
10–22 °C
Onde pescar
- Lagoa
- Rio
Ícones dos ambientes: Flaticon
O peixe-sol de lama é um predador robusto da família Centrarchidae, com corpo alto e comprimido, reflexos esverdeados e faixas escuras nos flancos. Vive em pântanos, bayous e águas lentas e lodosas do leste da América do Norte.
Calendário
Registrada em 1 país
Registros do GBIF — espécies nativas e introduzidas sem distinção.
A sua área de distribuição
A área de ocorrência é uma faixa, e ela para diante de um acidente de relevo. A espécie ocupa as bacias da planície costeira atlântica e do baixo Piemonte, do rio Hudson, no estado de Nova York, até o rio St. Johns, na Flórida.
O que importa guardar é a menção ao baixo Piemonte. O Piemonte é o embasamento antigo que ladeia a planície costeira do lado do continente, e o limite entre os dois aparece no mapa: ali os rios vencem um desnível que se acompanha por centenas de quilômetros, de Nova Jersey ao Alabama. O peixe sobe até o pé desse limite e não passa dele. Sua distribuição não é uma região, é o contorno de uma planície sedimentar.
O extremo norte surpreende, tratando-se de um peixe de águas pretas: o Hudson fica longe dos pântanos do Sul. Só que a planície costeira chega até lá, e é ela que a espécie segue.
A sudoeste, um segundo conjunto, separado do primeiro e bem menor: as bacias da planície costeira do golfo, no norte da Flórida e no sul da Geórgia, do Suwannee ao St. Marks. Um punhado de rios vizinhos, contra uma fachada inteira.
A água de que precisa
O fundo é nomeado duas vezes: lodo e detrito. É a segunda palavra que descreve o ambiente. Uma água preta de planície costeira não vive de uma produção de algas, e sim de uma serapilheira — folhas caídas, madeira, restos vegetais em decomposição que forram o fundo e alimentam a cadeia acima deles.
Em volta desse fundo, a enumeração é a de uma água que não se mexe: braços mortos tomados pela vegetação, lagos, poços e trechos calmos de riachos e de rios pequenos a médios.
O que falta no dossiê se enumera depressa, e é melhor saber disso antes de completar por analogia. Nenhum peso registrado: a ficha dá um comprimento e para por aí. Nada sobre a desova — nem ninho, nem guarda, nem número de ovos. Nada sobre as presas: a rubrica descreve o fundo em que a espécie se mantém e se encerra ali. Também não há uso anotado, nem pescaria comercial, nem menção a peixe esportivo.
Áreas
- Pântanos costeiros
- Turfeiras e lagoas ácidas
- Riachos de fundo lodoso
Técnicas
- Pesca de fundo com boia
- Pesca ao toc em pântanos
- Pesca com isca viva leve
Iscas
- Minhocas
- Larvas aquáticas
- Pequenos vermes vermelhos
Como pescá-lo
Este peixe se pega no fundo, numa água em que não se enxerga nada. É consequência direta do ambiente: uma água preta não é turva, é tingida pelos taninos da serapilheira, e a luz some com a profundidade ainda que a água continue límpida.
As técnicas escolhidas são todas lentas e pousadas — boia rente ao fundo, toc no pântano, isca viva pequena —, e isso não é uma preferência de estilo. Sem nenhum dado sobre suas presas, a isca não se deduz: resta apresentar algo pequeno, vivo e imóvel onde a espécie está, ou seja, no lodo e no detrito.
O tamanho comum é de catorze centímetros, e nada no dossiê sugere uma pescaria organizada em torno dela. Um peixe-sol tirado de um pântano da planície costeira só será reconhecido pelo que é por alguém que já soubesse da existência da espécie.
Regulamentação
Consulte a regulamentação local em vigor (tamanho mínimo legal, períodos de defeso, limites de captura).
Apenas para orientação. Tamanhos legais, cotas e épocas de pesca variam conforme o local e a temporada: verifique sempre a regulamentação local vigente antes de pescar.
Outros nomes
Peixe-sol do lodo traduz o inglês mud sunfish, e as seis versões do nome apontam todas para o fundo — lodo, fango, Schlamm. Nenhuma delas descreve o peixe.
O gênero Acantharchus não abriga nenhuma outra espécie. Seu nome científico designa portanto um peixe e um só, o que não vale para o nome popular: em francês, “crapet” cobre boa parte da família, e é o complemento — de vase, de roche, arlequin, goulot — que separa uma espécie de outra na conversa do dia a dia.
Fontes: fishbase.se · api.gbif.org