
Tucunaré-pinima
Cichla pinima · Cichlidae
- Água doce
- Predadores
- Médio
- Tamanho
52 cm
Onde pescar
- Estuário
- Rio
Ícones dos ambientes: Flaticon
O tucunaré-pinima é um ciclídeo predador endêmico do baixo Tapajós e seus afluentes na Amazônia brasileira. Seu padrão reticulado de manchas e listras sobre fundo claro a amarelado confere-lhe uma livré única entre os tucunarés, lembrando um desenho tigrado.
Calendário
Registrada em 1 país
Registros do GBIF — espécies nativas e introduzidas sem distinção.
Reconhecê-lo
Uma mancha contornada de claro ocupa a parte alta da terceira barra vertical. É daí que se parte, porque esse detalhe separa a espécie daquela de que mais se costuma distingui-la: C. temensis não a exibe em tamanho nenhum.
O padrão geral se lê em dois tempos, conforme a idade. O subadulto e a fêmea grande mostram quatro ou mais fileiras de pontos claros alinhadas ao longo do flanco. Já o adulto traz barras ou manchas pretas debruadas de claro, de contraste bem marcado. A primeira barra se comporta de um jeito singular: costuma aparecer como uma mancha arredondada, ou se divide em duas ou três manchas, em vez de descer reta e com largura regular.
A escamação separa as espécies próximas melhor do que a libré. Contam-se oitenta e seis a cento e cinco escamas na fileira de referência, em geral menos de cem — contra noventa e oito a cento e vinte e oito, em geral mais de cento e dez, em C. temensis, e setenta e sete a noventa em C. thyrorus. A linha lateral, aqui, costuma vir interrompida, ao passo que nessas duas ela se mantém inteira.
Diante de C. vazzoleri, a margem fica mais estreita. As escamas são um pouco maiores, mas as faixas se sobrepõem, e o caráter aproveitável passa a ser a ausência habitual de uma fileira de pontos claros no flanco do ventre, fileira que na outra persiste.
O peixe em libré nupcial traz três barras contornadas. Elas continuam inteiras acima da linha lateral superior quando a ultrapassam, e o dorso não se cobre das manchas isoladas que aparecem nessa hora em outras espécies — três fileiras verticais de três, três e duas manchas em C. jariina e C. thyrorus.
Áreas
- Fundos arenosos rasos
- Margens rochosas do baixo Tocantins
- Bocas de afluentes
- Áreas calmas na borda da corrente
Técnicas
- Lança-e-recolhe na superfície
- Jigging leve
- Pesca com isca viva
- Morto manobrado
Iscas
- Iscas de superfície
- Nadadeiras de raso
- Jigs leves
- Peixes vivos
- Iscas macias
Regulamentação
Consultar a regulamentação local em vigor (tamanho mínimo legal, períodos de defeso, cotas de captura).
Apenas para orientação. Tamanhos legais, cotas e épocas de pesca variam conforme o local e a temporada: verifique sempre a regulamentação local vigente antes de pescar.
Outros nomes
O que esse nome designa hoje, outro designava ontem. Os tucunarés de fileiras de pontos do baixo Amazonas ficavam arquivados sob C. temensis até a revisão do gênero publicada em 2006, que descreveu nove espécies novas e redistribuiu as antigas. O tucunaré-pinima saiu daí.
Vale conhecer o fato antes de abrir uma fonte antiga. Uma observação de crescimento, de dieta ou de comportamento publicada sob o nome do grande tucunaré manchado antes dessa data pode se referir a este peixe, e nada no texto vai avisar.
A documentação disponível se ressente disso, e essa é a principal informação a guardar sobre a espécie. Seu dossiê cabe quase inteiro num diagnóstico morfológico: nem dieta, nem reprodução, nem hábitat aparecem descritos. O que se lê em outros lugares sobre os tucunarés manchados costuma ser extrapolação feita a partir de espécies mais bem acompanhadas.
Fontes: fishbase.se · api.gbif.org