
Sargo-safia
Diplodus vulgaris · Sparidae
- Mar
- Mar costeiro
- Médio
- Tamanho
22–45 cm
- Peso
0,2–1,3 kg
- Profundidade
0–160 m
Onde pescar
- Praia
- Costa rochosa
Ícones dos ambientes: Flaticon
O sargo-safia se distingue pela mancha preta característica na nuca e duas faixas escuras na base da cauda. Esparídeo costeiro robusto, frequenta fundos rochosos e pradarias de posidônia no Mediterrâneo e no Atlântico oriental.
Calendário
A sua área de distribuição
A espécie ocupa o Atlântico oriental do golfo da Biscaia a Cabo Verde e às Canárias, o Mediterrâneo e o mar Negro ao largo da Bulgária, além da costa africana de Angola à África do Sul.
Reconhecê-lo
Duas largas barras pretas emolduram o corpo: uma na nuca, logo atrás da cabeça, a outra no começo da cauda. Entre elas, o flanco é prateado com reflexos dourados, sem o xadrez de faixas do sargo-legítimo.
São essas duas marcas, e a posição delas nas extremidades, que dão ao peixe seu nome vernacular em várias línguas e que bastam para identificá-lo.
A reprodução
A espécie é descrita como potencialmente hermafrodita — a formulação da documentação é prudente, e convém devolvê-la assim, em vez de afirmar um mecanismo preciso.
A maturidade chega por volta dos dezesseis centímetros e meio, o que é cedo: é a mais precoce dos sargos, e vale conhecer esse dado ao comparar o estado dessas espécies entre si.
A água de que precisa
É uma espécie eurialina — aguenta grandes variações de salinidade — presente em fundos rochosos e às vezes arenosos até cento e sessenta metros, mas bem mais comumente a menos de cinquenta, e na maioria das vezes acima dos trinta.
Os jovens aparecem às vezes nos prados marinhos.
Essa amplitude é o que a separa dos congêneres: onde o sargo-legítimo fica na arrebentação e o sargo-veado nos fundos profundos, esta ocupa toda a faixa costeira e tolera as águas dessalgadas dos estuários e das lagunas.
Áreas
- Fundos rochosos costeiros
- Pradarias de posidônia
- Zonas de corrente moderada
- Praias de seixos
Técnicas
- Pesca de fundo com isca natural
- Pesca com boia
- Surfcasting
- Trolling leve
Iscas
- Minhocas de praia
- Camarões
- Caranguejos
- Mexilhões
- Vermes de tubo
Do que se alimenta
Os adultos se alimentam de crustáceos, vermes e moluscos.
O verme tem aqui um lugar que os outros sargos não lhe dão, e isso corresponde aos fundos arenosos que ele frequenta além da rocha — um substrato mole abriga anelídeos que um fundo rochoso não tem.
Como pescá-lo
A amplitude de habitat é a informação de partida: esse sargo se pega tanto da beira quanto do barco, na rocha como na areia, e até nas águas dessalgadas das lagunas aonde os congêneres não vão.
A precocidade — maturidade aos dezesseis centímetros e meio — explica que se peguem sobretudo peixes de vinte a vinte e cinco centímetros, sendo o tamanho corrente de vinte e dois. O dobro desse porte já é um exemplar enorme.
O verme marinho é a isca que o distingue: funciona melhor aqui do que nos sargos estritamente de rocha, justamente porque a espécie frequenta a areia.
Conservação
É um peixe de consumo importante em toda a sua área, e sua tolerância ecológica o protege melhor que os congêneres.
O ponto de atenção continua sendo a dependência dos prados marinhos nas fases jovens. Um berçário que desaparece não aparece nas capturas de adultos antes de vários anos.
Regulamentação
Consulte a regulamentação local em vigor (tamanho mínimo legal, períodos de defeso, cotas de captura).
Apenas para orientação. Tamanhos legais, cotas e épocas de pesca variam conforme o local e a temporada: verifique sempre a regulamentação local vigente antes de pescar.
Outros nomes
Em francês diz-se sar à tête noire, e às vezes sar commun no uso local — daí uma confusão real com Diplodus sargus. Common two-banded seabream em inglês, sarago fasciato em italiano, Zweibinden-Brasse em alemão: três línguas ficam com as duas barras, enquanto o espanhol diz simplesmente mojarra.
Fontes: fishbase.se · api.gbif.org