
Atum-delgado
Allothunnus fallai · Scombridae
- Mar
- Grandes pelágicos
- Difícil
- Regulamentado
- Observação
- Tamanho
86–105 cm
- Peso
7,8–14 kg
- Profundidade
0–20 m
Onde pescar
- Alto-mar
Ícones dos ambientes: Flaticon
O atum-delgado é um Scombridae pelágico das águas frias e temperadas do hemisfério sul, raro e pouco estudado. Seu corpo particularmente alongado e delgado, mais fino que o de outros atuns, justifica seu nome e o distingue facilmente de seus congêneres.
Calendário
Registrada em 2 países
Registros do GBIF — espécies nativas e introduzidas sem distinção.
A sua área de distribuição
O oceano Austral por inteiro, entre o paralelo dez e o paralelo cinquenta sul, em todas as longitudes. A área é um cinturão: o peixe dá a volta ao mundo sem nunca sair de uma faixa de latitude com uns quarenta graus de largura.
Uma única menção escapa dessa faixa, e merece ser citada como está. Um indivíduo foi capturado no porto de Los Angeles. Um peixe, um porto comercial, o hemisfério errado — é todo o dossiê boreal da espécie. Essa menção isolada informa melhor sobre a fidelidade do animal ao seu cinturão do que o próprio cinturão.
Reconhecê-lo
As peitorais e as ventrais são violeta, e a face interna delas é preta. É a primeira coisa que se vê num escombrídeo austral virado para exame, e a descrição publicada insiste depois no que ele não tem: um ventre branco, sem listra e sem mancha. O dorso é azulado, puxando para o púrpura profundo ou quase para o preto na cabeça.
A escamação para no meio do caminho. Cobre a metade superior do corpo até a linha lateral e, atrás de um longo corselete anterior, a parte de baixo fica nua. A fronteira entre as duas corre pelo flanco, na altura da linha lateral, e é um caráter que se lê tanto com a mão quanto com o olho.
As contagens fecham a identificação: quinze a dezoito espinhos na dorsal, doze ou treze raios moles atrás, treze ou quatorze na anal, quarenta vértebras. A apófise interpélvica, entre as ventrais, é pequena e fendida em duas. Não existe bexiga natatória.
O corpo é fusiforme, de seção oval, e o comprimento comum é de oitenta e seis centímetros. Nenhum tamanho de primeira maturação foi publicado, de modo que uma medida não diz se o indivíduo já se reproduziu.
A água de que precisa
A profundidade registrada vai de zero a vinte metros. Não é o resumo de uma lista maior: é toda a extensão vertical conhecida da espécie.
Um animal que dá a volta ao planeta nos primeiros vinte metros habita uma película de água, não um volume. As consequências ecológicas disso não estão documentadas, mas a ordem de grandeza fica: esse peixe acha tudo de que precisa numa camada mais fina que o calado de certos navios que o pescam.
Os juvenis são o único estágio que a documentação localiza com precisão, e ela os põe entre vinte e trinta e cinco graus sul, sobre temperaturas de superfície de dezenove a vinte e quatro graus — o terço quente da área adulta. A espécie forma cardumes de vez em quando, não por hábito.
Áreas
- Águas temperadas oceânicas
- Frentes subantárticas
- Zonas de ressurgência de água fria
- Alto mar do hemisfério sul
Técnicas
- Trolling profundo
- Iscas afundantes hidrodinâmicas
- Jigging vertical
- Pesca com isca viva oceânica
Iscas
- Peixes-isca
- Iscas metálicas hidrodinâmicas
- Lulas artificiais
- Jigs cromados
Do que se alimenta
O krill faz o grosso do regime — eufausiáceos — com lulas e peixinhos ao lado.
Um atum que vive de krill se alimenta num andar que a própria família só ocupa em estado larval. Os eufausiáceos são camarões de poucos centímetros, que se pegam em massa ou não se pegam, e o predador que faz deles a base fica um degrau mais perto do pé da cadeia que seus parentes. É também um recurso que se apresenta em enxames e não em cardumes de peixes: o problema de busca não é o mesmo, e não é mais simples.
A carne registra a diferença. É descrita como mais pálida que a da maioria dos atuns verdadeiros e muito gordurosa, de boa firmeza depois de cozida, e a espécie é vendida fresca.
Como pescá-lo
Ela entra classificada como pescaria comercial menor e peixe de pesca esportiva.
Duas informações comandam qualquer tentativa. A profundidade, primeiro: com uma faixa que para nos vinte metros, tudo se decide na superfície ou logo abaixo, e nada nesse animal recompensa uma prospecção funda. O regime, depois. Um predador cujo prato de todo dia é um camarãozinho tomado em quantidade não persegue isca viva isolada, e a apresentação habitual dos escombrídeos argumenta diante da presa errada.
O cardume ocasional fecha o quadro. Não é uma espécie que se encontre em número por princípio, e uma captura aqui anuncia menos do que anunciaria num atum que vive em cardume por natureza.
Regulamentado — Captura muitas vezes sujeita a cotas, tamanhos, temporadas ou declarações.
Observação — Presente na lista de espécies, mas raro, atípico ou pouco visado na pesca recreativa.
Conservação
O dossiê reprodutivo está vazio. Sem estação, sem fecundidade, sem tamanho de primeira maturação, sem área de desova: nada foi publicado, embora a espécie seja desembarcada comercialmente e reconhecida como peixe de pesca esportiva.
Essa ausência tem consequência prática, e não apenas documental. Sem comprimento de maturação, a composição de tamanhos de uma captura não se lê — não existe valor algum com que comparar os peixes da rede, portanto nenhum meio de dizer se a retirada vem antes ou depois da reprodução.
Uma única linha do dossiê situa um estágio no espaço, a dos juvenis entre vinte e trinta e cinco graus sul. Qualquer raciocínio sobre área de berçário teria hoje de partir dali, e não há mais nada que o sustente.
Regulamentação
Consultar a regulamentação local vigente (tamanho mínimo, períodos de defeso, cotas de captura).
Apenas para orientação. Tamanhos legais, cotas e épocas de pesca variam conforme o local e a temporada: verifique sempre a regulamentação local vigente antes de pescar.
Outros nomes
O francês diz thon effilé, e o nome trata da silhueta sem afirmar nada sobre o parentesco.
O gênero diz mais. Allothunnus significa o outro atum — allos, outro, prefixado ao nome do gênero que reúne os atuns verdadeiros. Quem o cunhou registrava um peixe bem da família sem pertencer ao grupo para o qual já havia palavra, e a observação do dossiê sobre uma carne mais pálida que a dos atuns verdadeiros diz o mesmo pela outra ponta.
O epíteto fallai é um nome de pessoa, uso corrente para as grandes espécies marinhas descritas no século vinte.
Fontes: fishbase.se · api.gbif.org