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Fanecão
Foto: Piscary

Fanecão

Trisopterus minutus · Gadidae

  • Mar
  • Peixes de fundo
  • Médio
  • Tamanho

    20–40 cm

  • Peso

    0,1 kg

  • Longevidade

    5 anos

  • Profundidade

    1–440 m

Onde pescar

  • Costa rochosa

Ícones dos ambientes: Flaticon

O capelim é um gadídeo costeiro esguio, menor que o fanecão, com corpo prateado-esverdeado e um curto barbilhão mentoniano. Vive em cardumes sobre fundos arenosos e lodosos entre 20 e 200 metros ao longo das costas europeias.

Calendário

Registrada em 14 países

Alemanha · Bélgica · Dinamarca · Espanha · França · Guernsey · Ilha de Man · Irlanda · Jersey · Noruega · Países Baixos · Portugal · Reino Unido · Suécia

Registros do GBIF — espécies nativas e introduzidas sem distinção.

A sua área de distribuição

Do fiorde de Trondheim e das Faroé até Portugal e a costa atlântica do Marrocos. O Mediterrâneo não entra na área publicada.

O segundo ponto é mais estruturante que o primeiro: a espécie não é migratória. Sua distribuição não é a de um estoque único que circula, mas uma corrente de populações locais, cada uma fixada no seu fundo. O que acontece com uma não se compensa com a chegada de peixes vindos de outro lugar, e dois setores vizinhos podem diferir sem razão aparente.

Reconhecê-lo

O barbilhão mentoniano é bem desenvolvido, e uma mancha escura marca a base da peitoral. O dorso é amarelo-acastanhado, o ventre mais pálido.

É tudo o que a descrição publicada do Fanecão oferece, e convém saber disso antes de partir para uma determinação fina: a ficha da espécie é curta onde a da faneca precisa a posição da mancha no alto da inserção da peitoral e a relação entre o diâmetro do olho e o comprimento do focinho. Os caracteres que separam os dois se leem, portanto, do lado da faneca, verificando se estão reunidos ou não.

Um segundo elemento se lê nas proporções gerais: o corpo é mais fino e o porte mais modesto, com um tamanho corrente que não passa de uns vinte centímetros.

A reprodução

A espécie é ovípara e de sexos separados.

A maturidade é atingida em média com pouco mais de treze centímetros, mas a faixa registrada vai de dez a vinte e seis centímetros — mais que o dobro. Essa dispersão é o fato mais interessante da rubrica: significa que o limiar de reprodução depende muito das condições locais, e que um mesmo estoque pode fornecer adultos de dez centímetros e imaturos de vinte.

Com cinco anos de idade máxima registrada e uma maturidade tão precoce, quase tudo o que sobe na linha é peixe que já se reproduziu.

A água de que precisa

A faixa ocupada vai de um a quatrocentos e quarenta metros, mas o essencial acontece entre quinze e duzentos. O substrato procurado é a lama ou a areia.

A ausência de migração dá a essa descrição um valor prático: um fundo que segura fanecões os segura o ano inteiro, e um ponto localizado uma vez continua valendo na temporada seguinte.

Áreas

  • Fundos areno-lodosos costeiros
  • Fundos costeiros intermediários
  • Bordas de canais submarinos
  • Costas rochosas abrigadas

Técnicas

  • Pesca de fundo de embarcação
  • Aparelho de plumas leve
  • Linha de mão
  • Cana costeira ao lançamento

Iscas

  • Minhoca de lodo
  • Camarão
  • Pedaço de lula
  • Lança
  • Mexilhão

Do que se alimenta

Crustáceos, peixes pequenos e poliquetas. Um cardápio de fundo mole, coerente com a lama e a areia onde a espécie fica, e sem especialização marcada.

O tamanho pequeno do animal limita o calibre do que ele consegue engolir com muito mais firmeza do que suas preferências: são as presas de poucos centímetros que fazem o dia a dia.

Como pescá-lo

Fundo de lama ou de areia, entre quinze e duzentos metros: o contexto é simples e não muda com as estações, já que não há migração.

O calibre do peixe comanda tudo. Anzóis pequenos, pedaços miúdos de minhoca, de camarão ou de lula, aparelho com várias pernadas: a montagem se ajusta à boca de um peixe de vinte centímetros, nunca à profundidade.

O topo da faixa publicada sobe até um metro de profundidade. A espécie continua, portanto, ao alcance de quem pesca da beira onde o fundo mole chega perto da costa, mesmo que a maioria das capturas aconteça mais fundo, na faixa dos quinze aos duzentos metros.

Conservação

O uso industrial da espécie é o ponto que pesa: parte dos desembarques vira farinha de peixe, e o resto é consumido no sul da Europa. Uma cadeia que transforma biomassa não separa por tamanho — a pressão não recai, portanto, sobre os indivíduos grandes, como na maioria das espécies procuradas, mas sobre a tonelagem, qualquer que seja a estrutura do estoque retirado.

O caráter sedentário acrescenta uma consequência direta. Uma população que não se desloca não se recompõe por imigração: o que é retirado de um fundo tem de ser reposto ali pela reprodução local, e a velocidade de retorno depende inteiramente desse único fundo.

Regulamentação

Consultar a regulamentação local vigente (tamanho mínimo legal, períodos de defeso, cotas).

Apenas para orientação. Tamanhos legais, cotas e épocas de pesca variam conforme o local e a temporada: verifique sempre a regulamentação local vigente antes de pescar.

Outros nomes

Em francês, capelan, ou petit tacaud. O primeiro nome é fonte de uma confusão dupla: designa também Mallotus villosus, peixinho de cardume dos mares frios sem parentesco com os gadídeos, citado o tempo todo como presa dos grandes predadores do Norte; e continua de uso corrente no Mediterrâneo, que a área publicada da espécie não abrange. Poor cod em inglês, Zwergdorsch em alemão, capellán em espanhol.

Fontes: fishbase.se · api.gbif.org

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